Minha História Handmade por Cyntia

Olá Pessoal, vamos com mais uma história linda, hoje iremos conhecer a Cyntia mais conhecida como  Crochêdacy. Ela tem uma história linda de muita supreção assim como muitas.

Minha História Handmade
Por @crochedacy
Olá môzamores. Me chamo Cyntia, sou responsável pelo perfil @crochedacy. Mas eu jamais pensei que um dia eu fosse fazer crochê. Sou bisneta, neta, sobrinha e filha de artesãs. Minha bisavó fazia renda de bilro, minha avó era bordadeira de mão cheia (bordou até nas vésperas de seu falecimento), minhas tias todas possuem algum dom manual (crochetam, costuram, bordam, pintam) e minha mãe faz isso tudo e um pouco mais.

Quando criança eu amava vê-la pintando, bordando e principalmente fazendo o seu crochê. Ela tentava me ensinar, mas eu não saia das correntinhas. Os anos foram se passando e aos 13 anos resolvi entrar em um curso de tricô (era oferecido em uma igreja perto de casa). Entrei toda empolgada, minha mãe comprou um par de agulhas 5,5mm (tenho até hoje) e um novelo de lã. Lembro como se fosse hoje, a minha alegria quando era o dia do curso. Lá aprendi o básico e arriscava fazendo algumas coisinhas.
Alguns anos se passaram, pensamentos mudaram e nem lembrava de fazer nada de artesanato. Em 2002 (eu estava com 25 anos), cursando o quarto semestre da faculdade de História, fui diagnosticada com Lúpus (uma doença inflamatória crônica de origem autoimune). O tratamento foi muito pesado, sofremos eu e todos de minha família. Diante dos efeitos agressivos dos medicamentos, minha autoestima foi no chão. Extremamente inchada, quase sem cabelo, eu me vi sem conseguir caminhar. As dores nas articulações eram terríveis. Então, na tentativa de amenizar a rigidez que eu estava sentindo em minhas mãos, minha mãe me tentava me estimular a trabalhar com biscuit. Era complicado, mas até que conseguia fazer alguns trabalhos. O tempo passou, eu correspondi ao tratamento e mais uma vez o trabalho manual deu uma fugidinha de minha vida. No ano de 2009 (eu tinha 32 anos) eu casei e fui morar em Fortaleza. Em um passeio com meu marido, entrei em um armarinho no centro da cidade e fiquei olhando as agulhas de crochê , linhas e revistas (mas sem muito me animar), mas ao observar eu olhando para esse mundo maravilhoso, meu marido comprou duas agulhas (4mm e 1,5mm elas fazem parte de minha coleção), um barbante n.6 e uma linha fio médio de algodão e de quebra me deu algumas revistas. Por ficar muito tempo sozinha em casa com meu gato, comecei a fazer olhando os gráficos. Fiz o bico em um pano de prato (tenho orgulho dele e está guardado), ficou meio estranho, meio desforme, mas me orgulho dele.

Retornamos para Brasília no mesmo ano e desde então não larguei mais o crochê. Não ouso me dar o título de crocheteira, pois vejo que a cada dia aprendo mais. Quem diria que um dia eu poderia trocar ideias sobre crochê com a minha mãe! As vezes ela é que tem dúvida (risos)…, hoje trocamos figurinhas e eu aprendo ainda mais sobre essa bela arte do crochê. Ela é a minha maior inspiração, ela sim é crocheteira de mão cheia. Atualmente ela tem me ensinado a arte do bordado livre, e eu estou apaixonada e entregue aos seus ensinamentos.
Hoje, às vésperas de completar 41 anos, vejo que eu também contribuo no aprendizado de quem está interessado em se jogar no handmade. Estou unindo minha formação acadêmica ao trabalho manual. Procurando mostrar que o crochê vai muito mais além de agulhas e linhas. Que podemos sim vê-lo de uma forma poética, que podemos sim ter sensibilidade em nosso olhar!
Que todo o bem praticado por nós, nos seja devolvido em dobro!

Abraços,
@crochedacy

Nos siga e de um like 🙂

Deixe seu comentário! :)